Nossa História

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A
SOL – Sociedade Oliveira Lima e Região
surgiu em 1995 a partir de ocorrências na rua Oliveira
Lima que afetavam o desempenho comercial dos estabelecimentos
instalados. Organizados, os proprietários dos estabelecimentos
começaram a exercer pressão sobre a Prefeitura
de Santo André. As principais reivindicações
giraram em torno do comércio ambulante, da limpeza
pública, da mendicância e do combate à
violência na área central da cidade. O idealizador
da SOL foi Edinam Gomes, gerente do fast food Habib´s,
que enfrentava uma crise de fluxo no estabelecimento devido
à concorrência de vendedores ambulantes que exploram
os lanches rápidos. O primeiro encontro foi informal
no Habib´s e contou apenas com os proprietários
dos estabelecimentos ligados ao setor de alimentação
da rua.
A
idéia de organização comercial evolui.
No segundo encontro, compareceram 35 proprietários
dos estabelecimentos da rua Oliveira Lima e adotaram o nome
SOL, sugerido por Ricardo Fioravanti, gerente de marketing
do Shopping Santo André. O nome foi inspirado a partir
de conversas entre Ricardo e o dono do shopping, José
Raul Poletto. O empresário pretendia trocar o nome
do shopping para Shopping Oliveira Lima (SOL). Como a idéia
foi recusada pelos outros sócios de Poletto, Ricardo
adaptou e sugeriu o nome para a nova organização
de comerciantes estabelecidos na rua Oliveira. Ricardo também
foi autor do primeiro slogan da entidade: “SOL, Tudo
Para o Centro Voltar a Brilhar”.
Nossa
luta
– A primeira cobrança por soluções
públicas ocorreu durante a administração
Newton Brandão (PTB), em 1995. O efeito da organização
foi em uma ação mais fiscalizadora por parte
da Prefeitura contra os vendedores ambulantes. O movimento
animou os proprietários dos estabelecimentos do Centro,
que rendeu a SOL mais credibilidade. Mas foi com a chegada
do ex-prefeito Celso Daniel (PT), em 1996, ao comando da Prefeitura
que a associação teve a oportunidade de exercer
um papel fundamental na interface entre o Poder Público
e os proprietários dos estabelecimentos. A nova administração
implantou o Projeto Centro, que consistia em promover ações
e obras para revitalizar o miolo da cidade. As ações
da Prefeitura mais polêmicas foram às obras de
cobertura de uma parte da rua Oliveira Lima e as obras de
combate contra as enchentes. Em 2000, a Prefeitura paralisa
as obras de cobertura da rua Oliveira Lima na altura do Largo
da Quitandinha (próximo a Praça do Carmo). O
projeto original prevê a cobertura da rua entre o Largo
da Estátua até a rua General Glicério
e uma parte da rua Elisa Fláquer. A notícia
surpreendeu os comerciantes e fez a SOL tomar uma postura
mais agressiva, exigindo da Prefeitura o cumprimento integral
do projeto proposto pelo ex-prefeito Celso Daniel.
Em
reunião com os comerciantes do Centro, em 2002, o atual
prefeito João Avamileno (PT) declarou que o restante
da obra não será feito em seu governo. As razões
são a falta de verbas e a mudança de prioridade
no orçamento municipal para ações na
periferia. Por iniciativa da SOL, entretanto, o prefeito autorizou
a transformação de um trecho da rua Elisa Fláquer
em Bulevar - onde foram colocadas cadeiras, mesas, bancos
e plantas ornamentais.
Pesquisas
realizadas no centro apontam a segurança como a principal
preocupação dos comerciantes. Neste sentido,
a SOL conquistou um compromisso da Guarda Municipal em manter
guardas em pontos estratégicos do Centro, além
de rondas diurnas. Para julho de 2003, está prevista
a inauguração de uma central de monitoramento
de câmeras em espaço alugado pela Prefeitura
na rua Coronel Fernando Prestes.
Outra
proposta da SOL para organizar as ações dos
comerciantes, prestadores de serviços e moradores do
Centro é a cessão de espaços no leito
da rua Oliveira Lima para a entidade explorar comercialmente.
A idéia é a entidade ser parecida com um condomínio.
A receita do aluguel destes espaços para ações
que beneficiem os usuários/consumidores da rua, como
limpeza, vigilância e fiscalização. Com
os recursos dos aluguéis, que teria condições
de realizar ações de marketing mais agressivo
junto ao público consumidor do Centro. O objetivo é
equipar a rua comercial com os mesmos atrativos do shopping,
que são lazer, entretenimento, ofertas de fast food
(praça de alimentação), segurança,
estacionamento e limpeza.
A
administração de espaços comerciais está
no Plano Diretor da Cidade, que está em discussão
na Câmara Municipal de Santo André. O secretário
de Desenvolvimento e Ação Regional de Santo
André, Jeroen Klink, em reunião com a SOL, disse
que serão criadas as Zonas Especiais de Comércio
na cidade. O Centro será o projeto piloto da iniciativa
e a SOL tem todas as condições de administrar
esta zona especial. |